reflexões
de fila de banco.
não existe nada nesse mundão-de-deus que contrarie as leis do relógio tanto quanto uma fila de banco. acredite: há quem consiga fazer uma vida passar ali. e o que dirá se estes forem próximos a quinto-sagrado-dia-útil.
ar condicionado salva. você consegue ver esperança nas coisas. a fila dos privilegiados funciona, e automaticamente você fica feliz por eles, pela mulherzinha brega grávida. os caixas digitam rápido - algo soa na sua cabeça de que você aposta que aqueles ali nasceram datilografando (yes, anos 80 ainda). há a perspectiva de que sua vez está se aproximado rápido, ninguém ainda falou ou reclamou do sistema até agora. não é você quem vai começar.
nossa que frio que está. o desconforto assola. o caixa inventou de conversar com um conhecido apenas dele e prejudicam as milhares de trocentas pessoas que tão na fila. "pelo menos eu não tô lá atrás!", aquela coisinha sarcástica. você começa a lembrar de tudo o que ainda tem que fazer naquele dia e os minutos disperdiçados ali fazem falta para a sua vida. não fez a unha do pé, esqueceu de trocar a bolsa..e a comparar. nada passa desapercebido, nada. nem o pé da colega de trás (também por fazer) e aquele furo na camisa do da frente. nesse tumulto, você pensa: "podia ter pego meu mp4. pelo menos iria mais rápido". mas não ia: os aposentados inventaram todos de pagar hoje, e de repente, mulheres seguram crianças de 30 quilos para passar na frente. ê Brasil..
quem é o esquimó quem ligou essa coisa? deviam ceder um resfenol ao cruzarmos a porta. o caixa está passeando e volta rindo. rin-do. seu olhar meticuloso a sabe tudo começa a vasculhar as mãos de indivíduos que seguram inúmeros papéis secando-os para desistir. mas ninguém cede e você apela: se chegar mais um velho ali eu vou sair dando porrada. onde já se viu essa pessoa de 1,50m estar grávida? como eu sou burra de não ter pego a merda do mp4. se eu pagar amanhã será que tem problema? são as perguntas mais frequentes. você se consome de raiva, de rancor, chega a amaldiçoar o que comprou quando chega a sua vez:
- Bom dia!
E na educação esconde todo o ódio:
- BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM. :)
não existe nada nesse mundão-de-deus que contrarie as leis do relógio tanto quanto uma fila de banco. acredite: há quem consiga fazer uma vida passar ali. e o que dirá se estes forem próximos a quinto-sagrado-dia-útil.
ar condicionado salva. você consegue ver esperança nas coisas. a fila dos privilegiados funciona, e automaticamente você fica feliz por eles, pela mulherzinha brega grávida. os caixas digitam rápido - algo soa na sua cabeça de que você aposta que aqueles ali nasceram datilografando (yes, anos 80 ainda). há a perspectiva de que sua vez está se aproximado rápido, ninguém ainda falou ou reclamou do sistema até agora. não é você quem vai começar.
nossa que frio que está. o desconforto assola. o caixa inventou de conversar com um conhecido apenas dele e prejudicam as milhares de trocentas pessoas que tão na fila. "pelo menos eu não tô lá atrás!", aquela coisinha sarcástica. você começa a lembrar de tudo o que ainda tem que fazer naquele dia e os minutos disperdiçados ali fazem falta para a sua vida. não fez a unha do pé, esqueceu de trocar a bolsa..e a comparar. nada passa desapercebido, nada. nem o pé da colega de trás (também por fazer) e aquele furo na camisa do da frente. nesse tumulto, você pensa: "podia ter pego meu mp4. pelo menos iria mais rápido". mas não ia: os aposentados inventaram todos de pagar hoje, e de repente, mulheres seguram crianças de 30 quilos para passar na frente. ê Brasil..
quem é o esquimó quem ligou essa coisa? deviam ceder um resfenol ao cruzarmos a porta. o caixa está passeando e volta rindo. rin-do. seu olhar meticuloso a sabe tudo começa a vasculhar as mãos de indivíduos que seguram inúmeros papéis secando-os para desistir. mas ninguém cede e você apela: se chegar mais um velho ali eu vou sair dando porrada. onde já se viu essa pessoa de 1,50m estar grávida? como eu sou burra de não ter pego a merda do mp4. se eu pagar amanhã será que tem problema? são as perguntas mais frequentes. você se consome de raiva, de rancor, chega a amaldiçoar o que comprou quando chega a sua vez:
- Bom dia!
E na educação esconde todo o ódio:
- BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM. :)
eu amo você inspiradinha até no banco.
ResponderExcluirme fez lembrar o quanto eu faço isso, dirigindo/
é eu sei, eu tb devia escrever;
adoreii a foto, e como mesmo com raiva
vc nunca se esquece de ser super bem educada.
perfeito texto.
dorme bem,
não podia deixar de vir comentar.
beijoo gigante
O bom pensamento positivo.. "- Relaxe pois cedo ou tarde isso tem que terminar."
ResponderExcluirAh, tudo bem que termina. termina?
Em outro dia vai se repetir, nao tem jeito. ¬¬
Eh assim mesmo..
testados constantemente..
supera-se.
ótimo texto, tati.
=*