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from: http://xkcd.com/1/

resumindo

"O que concluímos é a grande força que você cede àqueles que do seu lado estão e o quão importante você se torna para eles. O quanto você faz falta para aqueles que talvez - por infelicidade do destino - não compartilham tanto dessa força mais, mas a sente, mesmo longe de tudo, apesar de tudo."

sonhos

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sonhar com os olhos abertos é praticamente automático, mesmo que você não seja lá uma pessoa que trace todos os seus planos futuros. não que isto vá mudar grandes coisas, pois existe a certeza de que alguns são extravagantes e talvez, impossíveis - mas há sempre uma pequena percentagem do desejo que é passível de ações e determinações. o motivo de uma existência é perseguir por estes sonhos, sejam eles quais forem. a satisfação de busca e conquista é saúde para nossa consciência. no que diz respeito a olhos fechados - se existe mesmo alguma explicação - abdicaria de quaisquer manifestações dessa loucura de subconsciente. desde a sanidade zero e a sensação que não pregou o olho a noite inteira, estes sonhos são perigosos e talvez tendenciosos. podem mostrar algo implícito que você mal percebia - porque assim seu consciente queria. não que isso vá mudar grandes coisas, afinal, se já enlouqueço com o que sonho de olhos abertos, imagina o que aconteceria se desse muita atenção para aquilo...

além do que se vê

além do que se vê deve existir um pouco mais de calor. de amor. de dor. além do que se vê deve existir mais vontade. liberdade. desespero. tenho olhos sadios que sofrem de uma cegueira seletiva. os sintomas mais graves: desejar tudo aquilo que nunca deveria ter visto.

pratos

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por mais que sejam grossos, finos, rasos ou fundos, todos eles têm aquela delicadeza. sejam nos pequenos detalhezinhos da superfície ou até mesmo a base que os fazem sustentar-se, são sutis e úteis - desde que se faça um bom uso deles. não importa o quão refinada seja a matéria-prima ou o acabamento: se não existir um cuidado, mesmo que mínimo, podem surgir avarias. eles não gostam de violência, movimentos bruscos e de objetvos cortantes. mesmo que a superfície aparente ou esteja preparada para resistir à estes inimigos, nunca é sabido o quão profundos estes danos podem ser, afinal, a sutileza encobre as cicatrizes e a dependência de sua utilidade faz com que mal possamos enxergar, sequer, que eles não estão operando com cem por cento de aproveitamento. assim, exaurimos até o último suspiro de suas habilidades, até por não termos o hábito de restaurar coisas substituíveis: apenas as substituímos. afinal, uma vez trincados, danificados ou quebrados, nunca mais são os mesmos. assim...

mesmo?

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acordei a mesma hora, enrolei o mesmo tempo. fui pr'aquela chuveirada que tem o poder de animar a enfrentar o dia - mesmo que só te acorde. coloquei a mesma calça, usei os mesmos traços de maquiagem, reclamei no mesmo horário que toda vez que me enrolo, me atraso. mesmo repetindo a rotina ruim, pulei para a rotina boa: falar com você todo dia, na mesma hora. mesmo você não respondendo, dirigi meu carro através da mesma rua quinze de novembro para chegar no meu destino, encontrando tudo do mesmo jeito que eu deixei. rotina é mesmo um saco, mas se ela funciona, dá aquele mesmo medo de sempre: tenho que mudar mesmo? todo o todo fluia naturalmente, com excessão à boa rotina. mesmo sabendo que pela frente teriam horas e muito mais do mesmo, comecei a ansiar pelo fim do dia, mesmo sabendo que o seguinte seria paralelamente igual. eu queria a minha parte boa! mesmo com as mesmas conversas, mesmos risos e concordâncias, era a parte boa. pensei em apelar e tentar outra vez - mesmo não simp...

a gente vai rir disso tudo

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Não que quisesse chorar ou deitar horas olhando para o teto - ignorando a bagunça ao redor e perguntando o por quê. Por menos que indague, sempre vem aquela dúvida cruel de por que as coisas tomam um rumo absurdo enquanto você pisca.  O que será que deu errado? Pior, o que foi que eu deixei de fazer para que o vento batesse e levasse tudo? Sei da minha competência em lembrar de cuidar do meu espaço: fechar e abrir as minhas janelas conforme as conveniências no nosso egoísmo diário. Sei trancar a porta, sei esquecer aberta de propósito e, às vezes, distribuir as chaves. Confio também na voracidade com a qual as peço de volta, muitas vezes sem motivo aparente.  Sujeiras mínimas me incomodam, e essas coisas, a gente evita. Mas, despretenciosa, me pego virando e arregalando os olhos quando o vento lá fora bagunça aqui dentro; não que eu não estivesse precavida, mas não há como não lamentar. Não há uma única pessoa que não sinta preguiça de reerguer tudo.  Mas, sincer...