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há vagas

rumores ou até mesmo más verdades se espalham com tanta facilidade..é assombroso. seguindo o seco sem sacar que o caminho é seco nós vamos atrás do bonde do medo e esquecemos outrossim de espalhar a água que temos pelo caminho. há vagas ! há vagas para esperança, há vagas para acreditar que o tempo de secura também secará. há vagas para míopes que não conseguem enxergar o caminho direito. há vagas para os cultivadores que acreditam que algo possa germinar no seco. há vagas para os desinformados e detalhistas, lugares para que se entenda porquês, causas, motivos, razões e circunstâncias. tem vaga boa para tanta coisa. não há porquê não acreditarmos que, de repente, possa chover. possa ventar o suficiente para soprar nuvens negras para longe. mas, como é dito, negativismo atrai negativismo e a concorrência lança concursos também, para aqueles que competem como maior alarde de más notícias. óbvio. e, para quem não acredita, também existem as vagas para medo: mas sinto muito, estão cheias...

das vantagens de ser bobo..

minha festa particular

faz festa quando me vê. gosta do meu cheiro e tem um jeito de sorrir que só eu consigo ver. tem uma habilidade ímpar abraçar - nunca nega um abraço sequer. tem mania de entrar sem ser chamada, mexer nas minhas bujigangas, dormir no edredon só porque sabe que, apesar de estridente de raiva, não vou fazer nada. tudo por causa da festa. tem um calor tão gostoso e tão grande que é cem por centro convertido em energia para todo o dia. apesar de desempregada, cumpre suas funções e propósitos muito bem. tem aversão a estrondos muito grandes, é limitada sua relação com a água - ao menos que seja eu quem lhe forneça, sob qualquer forma. é serelepe. deixa várias surpresas desagradáveis espalhadas pela casa de quem tem mania de organização. ainda é menor de idade, portanto não mantém a comida no meio do prato, grita com estranhos e tem essa mania de escapulir para os vizinhos quando não está sob vigia. teimosa. apesar disso, faz festa quando me vê. de verdade. não lhe importa se cheguei cansada, ...

express yourself

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existem certas coisas na vida que ninguém consegue mensurar pesos. o tanto que você é apegado a um objeto, um gesto, um sensação, uma pessoa. ninguém realmente sabe! quando trata-se de pessoas, mais difícil ainda. é difícil descrever, tentar é digno.. mas nem tudo é possivel de ser editado nos dias de hoje. você sempre poderia ter dito mais..ou menos. ou nada. eu queria ter dito mais para alguém. tão parecida comigo que talvez, erroneamente, eu acreditasse que pela sintonia e similaridades também fosse possível a transmissão de carinho e apego. não. algumas coisas realmente poderiam ter sido ditas. talvez, dessa forma, evitassem o desgosto o que fora dito após a ausência do que se realmente deveria dizer. insegurança realmente abala estruturas, apegos. separadas com a presença do abismo atual, preferiria que nada tivéssemos dito. nem mais, nem menos. assim hoje não seríamos dois nadas tão distantes. pedindo por uma frequência que não voltará. nu nca mais.

nem tudo

nem toda sogra é mala e a madastra, má. nem sempre o arco-íris é bem-vindo. nem sempre o positivo é muito e o negativo, pouco. nem toda insegurança é má. muito menos os cem por cento de certezas, bom. nem todo medo é covarde e nem toda coragem é inteligente. nem tudo que é preto é questão de tragédia. nem todo vermelho é amor. nem às vezes o certo é de fato, bom. nem todo cansaço é sinal de preguiça. e não existe paz que não contém um pouco de desespero. nem tudo que é cômodo foi feito para ser confortável por muito tempo. nada é confortável suficiente que sustente um tudo. nem tudo que enche, preenche. nem todo vazio dá eco. não é todo mundo que tem coragem de ouvir de volta a pronúncia das respostas que só nós mesmos temos.

saúde e paz

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o resto a gente corre atrás o que pedir se nas minhas crenças, preciso de paz para correr? de tantas e todas as vezes que corri desenfreada, acabando em pedaços, estilhaços, caquinhos - onde não houve saúde nem ânimo capazes de suportar as pancadas da batida. e se sedentária? quem é que sem saúde corre, com as gorduras trans pulando e não permitindo o pique nem de meio quarteirão.. eu quero equilíbrio para os próximos 365 dias. equilíbrio para bater e não cair, saber a hora de parar de correr ou quando devo apenas caminhar. incentivada, correr moderadamente e fortalecer a mente. constatar e ter tempo de raciocinar - de enfrentar os próximos inimigos e aproveitar esse tempo para identificar os amigos. enrigecer o corpo: destruir o obstáculo ao invéz de parar no mesmo. saúde. quero equilíbrio para saber quando gritar e quando silenciar. para que eu me permita dias de ócio por lembrar dos meus intermináveis dias de cão. equilíbrio para saber que sempre estamos em busca de algo, indireta...

à dinda, a mil quilômetros

e no meio de tanta gente eu encontrei um abraço . e como você faz jus ao que é, chegou sem que eu esperasse - porém precisasse - e de surpresa, eu não quis mais te soltar. com você a me segurar, as coisas finalmente voltaram a ter um pouco mais de cor. e se não tem, você tem os super poderes de colorir pedaços de um dia. de reciprocidade equivalente a entrega foi mútua e o depósito de confiança teve o mesmo saldo. e eu, ciente disso, queria cada vez mais gostar deste abraço para que assim, mutuamente, fizesse com que o abraço também não desejasse me soltar. e eficientes e com as mesmas táticas, os nossos abraços até então nunca foram em vão. construíram um elo de poderes invejáveis. incompreensíveis. indestrutíveis. desde que você me encontrou, abraço, você me aderiu e nós nos fundimos. e não houve uma só vez em que solicitado que deparei-me com sua ausência. e o que te deixa mais forte é que você nem está aqui, presente. mas eu te vejo como um. mesmo longe fisicamente, meu prese...