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fundo

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poço fundo, afunde e não emerja o q o mundo não quer olhar o meu mundo mal sabe nadar bater pernas, mergulhar nadar, nada involuntário tentar olhos confundem os braços e mente os pés se não afundas, que seja eu quisera nadar conforme devera porém antes a paz do fundo à inércia de flutuar.

bichos de ex-timação

Na selva onde tudo é cinza, onde o chão não é de terra e postes substituem os grandiosos troncos, topos das árvores, há sim quem se comporte como um animal irracional. As cidades, grandes centros ou qualquer lugar onde se aglomeram pessoas tem se tornado uma selva em dias de seca. Por que selva? Nada pode ser tão próximo para a comparação como a lei do mais forte. Do mais poderoso. Aquela que pode sair sem temer ninguém: a Violência. Os que são escravos dela, ficam em suas tocas, refugiados. Os que necessitam sair em busca do alimento, driblam a Violência por atalhos, ou usam suas habilidades para escapar. Aqueles que nada temem unem-se a Ela, andando em bandos e afugentando ainda mais aqueles serezinhos racionais que nada podem fazer. Se não pode-se com ela, e nem existe a hipótese de juntar-se a ela, os apreendidos pela inteligência se acomodam. Como na selva, passam e vêem os destroços, as carcaças deixadas pela Violência estiradas ao seus olhos... e nada. A princípio indigna-se por...

reflexões

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de fila de banco. não existe nada nesse mundão-de-deus que contrarie as leis do relógio tanto quanto uma fila de banco. acredite: há quem consiga fazer uma vida passar ali. e o que dirá se estes forem próximos a quinto-sagrado-dia-útil. ar condicionado salva. você consegue ver esperança nas coisas. a fila dos privilegiados funciona, e automaticamente você fica feliz por eles, pela mulherzinha brega grávida. os caixas digitam rápido - algo soa na sua cabeça de que você aposta que aqueles ali nasceram datilografando (yes, anos 80 ainda). há a perspectiva de que sua vez está se aproximado rápido, ninguém ainda falou ou reclamou do sistema até agora. não é você quem vai começar. nossa que frio que está. o desconforto assola. o caixa inventou de conversar com um conhecido apenas dele e prejudicam as milhares de trocentas pessoas que tão na fila. "pelo menos eu não tô lá atrás!", aquela coisinha sarcástica. você começa a lembrar de tudo o que ainda tem que fazer naquele dia e os mi...

mudos

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ao ponto de sentir-me invejando os inanimados, penso que exista certa felicidade naqueles e naquilo que nada dizem. naqueles que sempre são coadjuvantes... mas que tem importância vital na maioria das vezes; deles que, satisfeitos ou não, possuem uma virtude que eu gostaria de ver nas pessoas: o poder do silêncio. se o cara lá de cima - escrevendo torto em cima do certo - aplicou o silêncio em seres ou coisas inanimadas, ele detém a razão da pseudo-harmonia entre tudo. já imaginou o que diriam certas coisas que presenciam coisas ainda piores? quisera pegar o exemplo da mudez delas e aplicar nas pessoas que falam desenfreadas e desesperadas. a pseudo-harmonia dá-se apenas porque o Sujeito - que escreve certo por linhas tortas - deu algumas pessoas outro poder: o poder da paciência. o poder de ouvir e respirar fundo. o poder de desejar, do fundo, que pessoas fossem cadeiras. sacos-de-areia. bolas de futebol. cobrinhas. daquelas que alardeiam a chegada. só para você te...

carta antecipada ao papai noel e 2009

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por meio desta encareço-me e longe de qualquer reclamação ou questionamento de qualquer-coisa-que-custou-alguma-coisa, prosperar para o ano seguinte, já que o sinto chegar junto com o calorzinho modesto da primavera-verão, com a aguardada aterrissagem do décimo-terceiro e os cheques pré-datados que já mostram tais dias no seu canto direito inferior. que o futuro próximo venha silencioso, calmo, andando devagar e falando baixo. chega de correria, de "preciso fazer antes disso ou daquilo.". que dê tempo de compreender. se puder que seja acompanhado por rosas, lírios, tulipas, girassóis e toda a sorte de flores do mundo. que o cravo não brigue com a rosa embaixo de uma sacada. que a rua fique ladrilhada de pedrinhas de brilhantes enfeitando quem eu quero ver passar. que músicas não sejam divididas por velocidade - muito menos por animaizinhos super dotados. que tenham harmonia. que os abraços, idéias e vontades de mudar tudo naquela manhã de segunda não fiquem trancadas nas gave...

reações

qual o poder tdo teu som? a pensar que um dia tiveras um dom: a palavra por ti emitida, soava mais como solução do que apenas saída. qual o poder da sua vontade? houve tempos milagrosos de desigualdade eu, inerte nunca atropelaria tuas verdades. qual a força das tuas ações? apontadas sem direções, rumos ou razões ricocheteiam miradas e poderosas contra o ponto de onde partiram. poderes, hei de discordar da fantasia: permaneçam dentro - despertos ou dormentes, e que mais nenhum lhe seja dado. qual o poder da sua dor? equiparada ao que já fora visto do seu valor, tua dor é meramente reflexo, claro e puro rancor.

maravilha de amiga

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quem me dera se eu tivesse uma maquininha de voltar no tempo. por você eu voltaria. no tempo que você caia de verdade, com a sua falta de habilidade para andar sobre um salto de 8cm. seu saltinho entortava de verdade e no desespero você se agarrava em mim, quase me derrubando, para não se estatalar no chão. sem sucesso, eu mesmo assim voltaria só pq lá eu sempre estava pra te erguer. não como hoje, não como todos os 'hojes' atuais. ah, se eu tivesse essa maquininha, voltaria quando nossos horários eram baseados na hora q a piscina abria ou fechava, e você, cara-amassada, dormia torrando no sol. voltaria apenas um minuto - antes de me arrepender de ter voltado - para a sua eterna ausência de créditos no celular e a infinita insistência de dar toques no meu. eu voltaria para qualquer momento, nosso primeiro forró, nosso primeiro porre, nossa primeira briga..q nunca tivemos? eu voltaria. pq sinto saudades enormes e gigantes de tudo, e de quando você fazia parte do meu tudo. saudad...